Quem deve fazer o curso
A NR-35 considera trabalho em altura toda atividade acima de dois metros do nível inferior com risco de queda. A lista de quem precisa do treinamento costuma ser maior do que a empresa imagina:
- Eletricistas, técnicos de ar-condicionado e de telecomunicações.
- Equipes de manutenção predial e industrial.
- Montadores de estruturas metálicas, telhadistas e pintores.
- Conferentes e repositores que sobem em escadas e plataformas em centros de distribuição.
- Motoristas que sobem no caminhão para lonar ou amarrar a carga.
- Limpadores de fachada e de vidros, e instaladores de placas solares.
A prática é o que salva
Um trabalhador pode saber de cor o que é fator de queda e, mesmo assim, prender o talabarte abaixo da cintura ou em uma tubulação frágil. Por isso a parte prática ocupa um espaço grande do nosso curso. Os exercícios incluem:
- Vestir e ajustar o cinto paraquedista, com conferência em dupla.
- Inspecionar o equipamento: costuras, fivelas, mosquetões, absorvedor de energia e etiqueta.
- Escolher a ancoragem: o que é ponto confiável e o que não é, e por que a ancoragem acima da cabeça reduz o impacto.
- Deslocar-se com conexão permanente, usando talabarte duplo ou linha de vida.
- Subir e descer escadas e acessar plataformas com os três pontos de apoio.
- Simular uma situação de emergência e acionar o plano de resgate.
A prática é feita em estrutura com condições adequadas e segurança para o exercício, avaliada por nós antes da turma.
Conteúdo teórico
- Normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura.
- Análise de risco e condições impeditivas, como chuva, vento e falta de iluminação.
- Riscos potenciais e medidas de prevenção e controle.
- Sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva.
- Equipamentos de proteção individual: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso.
- Acidentes típicos em trabalhos em altura.
- Condutas em emergências, noções de resgate e primeiros socorros, incluindo os riscos da suspensão inerte.
Como montamos turmas mistas
Numa mesma empresa, o eletricista sobe em escada, o telhadista anda sobre cobertura e o conferente usa plataforma elevatória. Em vez de um curso igual para todos, dividimos a prática em estações conforme as atividades reais: escada, cobertura com linha de vida, plataforma e estrutura metálica, quando houver. Cada participante passa pelas estações que fazem parte da sua rotina e treina mais naquela em que atua.
Também reservamos um tempo para o direito de recusa. O trabalhador precisa saber que pode, e deve, interromper a tarefa quando a condição não é segura, sem medo de represália.
Depois do curso: aptidão e autorização
O certificado é parte da habilitação. Para trabalhar em altura, o empregado também precisa do ASO com a aptidão registrada para essa atividade, avaliada pelo médico do PCMSO, e de autorização formal da empresa. Recomendamos que a avaliação aconteça já no exame admissional de quem vai atuar em altura.
Reciclagem também é obrigatória. A NR-35 prevê treinamento periódico e treinamentos eventuais em mudança de procedimentos, evento que indique necessidade, retorno de afastamento prolongado ou mudança de empresa, conforme a norma vigente.
O que a empresa recebe
- Certificado individual com conteúdo, carga horária, instrutor e responsável técnico.
- Avaliação teórica e ficha da avaliação prática.
- Modelo de carta de autorização para trabalho em altura.
- Observações sobre os equipamentos da empresa inspecionados na turma.
- Controle de vencimento das reciclagens.
Para obras, combine com a NR-18. Para descidas em tanques e poços, com a NR-33. Atendemos Goiânia e região pelo WhatsApp (62) 3661-0052.
Leia também no blog: Treinamento NR-35: como escolher um curso que prepare de verdade.