Quem precisa do curso
A NR-10 vale para todas as fases das instalações elétricas: geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo projeto, construção, montagem, operação e manutenção. Na prática de uma empresa comum, precisam do curso:
- Eletricistas e técnicos de manutenção elétrica.
- Equipe de manutenção industrial que mexe em painéis, motores e comandos.
- Operadores que fazem manobras em quadros, rearmes e bloqueios.
- Profissionais de instalação de sistemas solares, ar-condicionado e automação.
- Quem trabalha nas proximidades de partes energizadas, mesmo sem intervir nelas.
Um ajudante de manutenção que "só segura a escada" enquanto o eletricista troca um disjuntor também está exposto. É comum ele ficar fora da lista de treinamentos, e é um erro.
Básico e reciclagem: o que muda
| Curso | Carga horária | Para quem |
|---|---|---|
| NR-10 básico | 40 horas | Quem vai atuar com eletricidade pela primeira vez ou nunca teve o curso completo registrado. |
| Reciclagem | 8 horas | Quem já tem o básico e precisa atualizar, nos intervalos e situações previstos na norma. |
A reciclagem também é exigida quando o trabalhador troca de função ou de empresa, volta de afastamento prolongado ou quando há mudança relevante nas instalações e nos procedimentos. O curso complementar para o Sistema Elétrico de Potência (SEP) é outro treinamento, para quem atua em alta tensão ou nas suas proximidades.
Conteúdo do curso básico
O programa segue o anexo da NR-10. Entre os temas:
- Riscos em instalações elétricas: choque, arco elétrico, queimaduras e campos eletromagnéticos.
- Medidas de controle: desenergização, aterramento, seccionamento, impedimento de reenergização e sinalização.
- Bloqueio e etiquetagem, com prática.
- EPC e EPI para trabalho com eletricidade, incluindo vestimentas adequadas.
- Rotinas de trabalho, documentação e prontuário das instalações.
- Proteção e combate a incêndio, acidentes de origem elétrica e primeiros socorros, com foco na vítima de choque.
- Responsabilidades da empresa, do profissional autorizado e do supervisor.
Situações em que o curso faz diferença
A maior parte dos acidentes elétricos que analisamos não envolve alta tensão nem obras complexas. Envolve rotina:
- Disjuntor desligado sem bloqueio, religado por outra pessoa que não sabia da manutenção.
- Teste de ausência de tensão pulado "porque o painel já estava desligado".
- Ferramenta sem isolação adequada ou multímetro de categoria errada para o circuito.
- Painel aberto e sem sinalização em área de circulação.
- Gambiarra provisória que virou definitiva.
Durante o curso, trabalhamos esses casos com exemplos parecidos com os da empresa, para que o participante reconheça a situação quando ela aparecer no dia a dia. A prática de bloqueio e etiquetagem é feita por todos, não só assistida.
Antes da turma: três checagens
- Quem é qualificado, habilitado ou capacitado. A NR-10 diferencia essas condições. Levantamos a situação de cada participante.
- ASO com aptidão. O trabalhador autorizado precisa estar apto para a atividade, conforme o PCMSO.
- Registro da autorização. Depois do curso, a empresa formaliza a autorização e a indica no sistema de registro do empregado.
O que a empresa recebe
- Certificado individual com conteúdo, carga horária, instrutor e responsável técnico.
- Avaliação teórica e registro das atividades práticas.
- Modelo de carta de autorização para trabalho em instalações elétricas.
- Controle de quando cada trabalhador deve fazer a reciclagem.
Curso não substitui procedimento. O certificado perde força se a empresa não tem procedimentos de trabalho, análise de risco e sinalização. Podemos apoiar com a APR e a adequação às NRs.
As turmas podem ser fechadas para a sua empresa, com a parte prática em local com condições adequadas, que avaliamos antes. Atendemos Goiânia e região. Fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052.