Um documento, vários leitores
A FDS é lida por pessoas muito diferentes. O comprador do cliente quer saber se pode armazenar o produto junto com outros. O técnico de segurança precisa da classificação de perigo para o PGR. O motorista e a transportadora precisam das informações de transporte. O socorrista, em uma emergência, precisa saber o que fazer em caso de contato com a pele ou ingestão. Uma ficha mal feita falha com todos eles ao mesmo tempo.
Por isso a FDS segue uma estrutura padronizada pela norma ABNT vigente, alinhada ao GHS, o sistema globalmente harmonizado de classificação e rotulagem de produtos químicos.
Quem precisa elaborar
- Fabricantes de produtos químicos, saneantes, tintas, adesivos, solventes, defensivos e insumos industriais.
- Importadores, que respondem pela versão brasileira da ficha.
- Distribuidores e fracionadores que colocam o produto no mercado com marca própria.
- Empresas que desenvolvem formulações para terceiros.
Quem apenas usa o produto não elabora a FDS, mas precisa exigir a ficha do fornecedor e mantê-la acessível no local de trabalho.
O que a ficha precisa conter
| Bloco de informação | Exemplos |
|---|---|
| Identificação | Nome do produto, usos recomendados, dados do fornecedor e telefone de emergência. |
| Perigos e composição | Classificação GHS, pictogramas, frases de perigo e precaução, ingredientes que contribuem para o perigo. |
| Resposta a emergências | Primeiros socorros, combate a incêndio e controle de vazamentos. |
| Uso seguro | Manuseio, armazenamento, controle de exposição e EPI recomendado. |
| Dados técnicos | Propriedades físico-químicas, estabilidade, reatividade, toxicologia e ecotoxicologia. |
| Fim de vida e logística | Descarte, transporte e regulamentações aplicáveis. |
Como trabalhamos
- Levantamento. Recebemos a composição sob sigilo, as fichas das matérias-primas e os dados técnicos disponíveis.
- Classificação de perigo. Aplicamos os critérios do GHS conforme a norma vigente.
- Dados complementares. Quando faltam propriedades físico-químicas importantes, realizamos ou organizamos os ensaios necessários.
- Redação. Elaboramos a FDS e o modelo de rótulo de segurança coerente com ela.
- Revisão com o cliente. Conferência final e orientação sobre quando atualizar.
FDS não é documento eterno. Mudou a fórmula, o fornecedor de uma matéria-prima perigosa, a classificação de algum ingrediente ou a norma? A ficha precisa ser revisada. Ficha desatualizada é um dos achados mais comuns em auditorias de clientes.
Erros frequentes que encontramos
- Ficha copiada de um concorrente ou da matéria-prima principal, sem considerar a mistura.
- Telefone de emergência inexistente ou que não atende fora do horário comercial.
- EPI genérico ("usar EPI adequado") sem especificar tipo de luva ou proteção respiratória.
- Rótulo com pictogramas diferentes dos da FDS.
O que entregamos
- FDS completa em português, no formato da norma ABNT vigente.
- Modelo de rótulo de segurança com pictogramas, palavra de advertência e frases coerentes com a ficha.
- Registro das fontes de dados usadas na classificação, útil em auditorias.
- Orientação sobre os gatilhos de revisão da ficha.
Sigilo da formulação
Muitas empresas hesitam em compartilhar a fórmula. A composição completa é necessária para classificar o perigo corretamente, mas a FDS não precisa revelar tudo. A norma permite proteger ingredientes por segredo industrial, desde que as informações de perigo e de segurança estejam completas. Tratamos os dados recebidos com confidencialidade e mostramos, antes da versão final, o que vai aparecer no documento.
A FDS dentro da gestão de SST
Para quem usa produtos químicos, a FDS é a matéria-prima do inventário de riscos do PGR, da sinalização e rotulagem da NR-26 e da classificação dos resíduos gerados. Como a MT8 atua nas frentes ocupacional e ambiental, a ficha conversa com os outros documentos da empresa. Fale com a equipe pelo WhatsApp (62) 3661-0052.