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Classificação de resíduos pela NBR 10004

Antes de decidir onde armazenar ou para onde mandar um resíduo industrial, é preciso saber se ele é perigoso. A MT8 faz a classificação pela ABNT NBR 10004 e entrega um laudo que orienta todo o manejo.

Por que a classificação vem primeiro

Um lodo de estação de tratamento, uma borra de retífica ou uma poeira de exaustor podem ser inofensivos ou podem exigir aterro especial, coprocessamento ou incineração. A diferença no custo e no risco é grande. Sem classificação, a empresa fica entre dois erros: pagar caro tratando como perigoso o que não é, ou correr risco legal mandando como comum algo perigoso.

A ABNT NBR 10004 é a norma brasileira de referência para essa avaliação. Ela orienta a identificação do processo que gerou o resíduo, de seus constituintes e de suas características, e conclui se o material é perigoso ou não perigoso, com as subdivisões previstas na versão vigente da norma.

O que a norma avalia

  • Origem: qual atividade, máquina ou etapa gera o resíduo e com quais insumos.
  • Listagens: se o resíduo ou seus constituintes constam das listas de resíduos perigosos da norma.
  • Características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.
  • Ensaios complementares: quando necessários, análises em laboratório seguindo as normas de amostragem e de ensaio associadas.

Etapas do nosso trabalho

  1. Entendimento do processo. Visitamos o ponto de geração e levantamos fichas de dados de segurança dos produtos usados.
  2. Avaliação preliminar. Comparamos o resíduo com as listagens e decidimos se a classificação pode ser concluída sem ensaio.
  3. Amostragem. Se forem necessários ensaios, planejamos a coleta representativa e enviamos ao laboratório.
  4. Interpretação. Analisamos os resultados frente aos critérios da norma.
  5. Laudo. Emitimos o documento de classificação com as orientações de manejo e destino.

Ficha de dados de segurança ajuda muito. Muitas vezes a resposta já está na composição dos produtos usados. Se os seus fornecedores não entregam a ficha atualizada, veja o serviço de FDS.

Resíduos que mais pedem classificação

ResíduoSetor típico
Lodo de estação de tratamento de efluentesIndústrias de alimentos, bebidas, lavanderias
Borra de tinta e solventesPintura industrial, funilaria
Pó de exaustão e varrição de produçãoMetalurgia, moveleiro, cerâmica
Areia de fundição e escóriasFundições
Solo removido de área com vazamentoPostos, oficinas, áreas de tancagem

No caso de solo possivelmente contaminado, a classificação costuma vir junto com a análise de solo. Para lodo de tratamento, os dados do laudo de efluentes também ajudam a entender o material.

Quando a classificação precisa ser refeita

Um laudo de classificação retrata o resíduo de um processo em um momento. Se algo muda na origem, a conclusão pode mudar também. Situações que pedem revisão:

  • troca de matéria-prima, de tinta, de solvente ou de produto de limpeza usado na produção;
  • nova máquina ou nova etapa no processo que gera o resíduo;
  • mistura de resíduos que antes eram armazenados separados;
  • exigência de um novo destinador, que pode pedir ensaios próprios;
  • atualização da norma ou de critérios do órgão ambiental competente.

Manter a classificação atual evita a situação em que o destinador recusa a carga na portaria, com o caminhão já carregado.

Como o laudo é usado depois

O laudo de classificação alimenta o PGRS, define a descrição correta no MTR e é exigido por muitos destinadores antes de aceitar a carga. Também costuma ser pedido no licenciamento e em auditorias de clientes.

Em empresas com muitos resíduos diferentes, priorizamos os de maior volume ou maior dúvida. Assim o investimento em ensaios vai primeiro para onde o impacto no custo e no risco é maior.

Entregas

  • Laudo de classificação por resíduo, assinado por profissional habilitado.
  • Laudos de laboratório anexados, quando houver ensaios.
  • Recomendações de acondicionamento, armazenamento e destinação.
  • Indicação de quando a classificação deve ser revista.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Todo resíduo precisa passar por ensaio de laboratório?

Não. Quando a origem e a composição do resíduo são conhecidas e ele consta das listagens da norma, a classificação pode ser feita por avaliação técnica do processo. Os ensaios entram quando há dúvida sobre as características do material.

A classificação vale para sempre?

Ela vale enquanto o processo e as matérias-primas que geram o resíduo não mudarem. Troca de insumo, de fornecedor ou de etapa do processo pede revisão.

Qual a diferença entre resíduo perigoso e não perigoso?

Resíduo perigoso apresenta características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade, ou consta das listas da norma. O não perigoso não apresenta essas características. A classe define armazenamento, transporte e destino.

Próximo passo

Conte o que a sua empresa precisa. A gente organiza o resto.

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