Informação de risco que se vê
O PGR é um documento técnico, lido por poucos. O mapa de riscos e a sinalização fazem a mesma informação chegar a quem está no corredor, na bancada ou no depósito. Um visitante, um terceirizado recém-chegado ou um funcionário novo entendem em segundos onde há ruído, onde é preciso usar óculos e o que não se deve misturar.
Mapa de riscos: como fazemos
O mapa é uma planta simplificada de cada setor, com círculos de cores e tamanhos que indicam o tipo e a intensidade dos riscos. Para que ele tenha valor, precisa nascer do que os trabalhadores percebem e do que o inventário do PGR registra.
- Planta e setores. Partimos do layout da empresa e dividimos os ambientes.
- Levantamento participativo. Conversamos com os trabalhadores e com a CIPA ou o designado sobre os riscos de cada local.
- Cruzamento com o PGR. Conferimos se o que a equipe aponta está no inventário, e vice-versa. Divergências viram ponto de atenção.
- Desenho e validação. Elaboramos o mapa, validamos com a comissão e indicamos onde afixar.
| Cor usual no mapa | Grupo de risco |
|---|---|
| Verde | Físicos (ruído, calor, vibração) |
| Vermelho | Químicos (poeiras, vapores, produtos) |
| Marrom | Biológicos (vírus, bactérias, fungos) |
| Amarelo | Ergonômicos (postura, repetição, ritmo) |
| Azul | Acidentes (máquinas, eletricidade, quedas) |
Sinalização de segurança pela NR-26
A NR-26 trata das cores na segurança do trabalho e da identificação de produtos químicos. Na prática, o levantamento cobre:
- Placas de obrigação, proibição, alerta e orientação nos pontos certos.
- Marcação de piso para circulação de pessoas e empilhadeiras.
- Identificação de tubulações e de áreas de risco.
- Rotulagem preventiva de produtos químicos, inclusive dos fracionados em frascos menores.
- Disponibilidade da ficha de dados de segurança de cada produto para quem o manuseia.
Erros comuns que encontramos
- Excesso de placas. Quando tudo tem aviso, nada chama atenção. Sinalizar com critério é mais eficiente.
- Mapa desatualizado. O desenho mostra uma máquina que saiu e esquece o setor novo.
- Garrafa sem rótulo. Produto de limpeza diluído em embalagem de refrigerante é causa clássica de acidente.
- Placa escondida. Aviso atrás de porta, coberto por estoque ou alto demais para ser lido.
Use o mapa nas reuniões. O mapa de riscos rende mais quando é usado nas reuniões da CIPA, nos DDS e na integração de novos funcionários. Veja ideias para essas ações em SIPAT e DDS.
O que a empresa recebe
- Mapas de riscos por setor, prontos para impressão e afixação.
- Relatório de sinalização com a lista de placas, marcações e pontos de instalação.
- Orientação sobre rotulagem e organização das fichas de dados de segurança.
- Indicação das divergências encontradas entre o mapa e o PGR.
Quando atualizar
O mapa e a sinalização envelhecem junto com o layout. Revise sempre que houver mudança de setor, entrada de máquinas ou produtos novos, reforma, revisão do PGR ou nova gestão da CIPA. Uma boa prática é aproveitar a revisão do inventário de riscos para conferir se os desenhos e as placas continuam fiéis ao que existe.
Base normativa
O serviço considera a NR-26, sobre sinalização e identificação de segurança, a NR-1, sobre o gerenciamento de riscos, e a NR-5, sobre a participação da CIPA, além das normas técnicas oficiais de cores e de rotulagem de produtos químicos, sempre na redação vigente. A sinalização de emergência e de combate a incêndio segue também as normas do Corpo de Bombeiros de Goiás.
Atendemos empresas de Goiânia e região metropolitana pelo WhatsApp (62) 3661-0052.