O exame que acompanha o contrato
Quem entra numa empresa saudável pode, com o tempo, sofrer os efeitos do ambiente de trabalho. Uma perda auditiva leve, uma tosse que não passa, uma dor no punho que piora no fim do turno. O exame periódico existe para perceber esses sinais cedo, enquanto ainda dá para agir no posto de trabalho e evitar o adoecimento.
Ele é previsto na NR-7 e faz parte do PCMSO. Ao final, o médico emite o ASO periódico, com a conclusão de apto ou inapto para a função atual.
Com que frequência fazer
A frequência não é igual para todos. A NR-7 trabalha com dois grupos:
- Expostos a riscos do inventário do PGR ou com maior suscetibilidade (por idade, doença crônica ou outra condição): exame anual, ou em intervalo menor, a critério do médico responsável.
- Demais trabalhadores: exame a cada dois anos.
Alguns exames complementares têm calendário próprio. A audiometria, por exemplo, segue as regras do Anexo II da NR-7, e os indicadores biológicos seguem o Anexo I. Por isso o mesmo trabalhador pode ter o clínico em uma data e um complementar em outra. Quem amarra tudo é o PCMSO.
Cuidado com a regra genérica. "Todo mundo faz uma vez por ano" parece simples, mas pode deixar de fora alguém que precisava de acompanhamento mais curto. O intervalo certo de cada cargo está no programa, não em uma regra única para a empresa toda.
Como organizamos o periódico da equipe
- Levantamento de quem vence. A partir da lista de funcionários e da data do último exame de cada um, montamos o calendário do período.
- Agrupamento por setor. Sempre que possível, marcamos os trabalhadores do mesmo setor em blocos, para reduzir o impacto na operação.
- Conferência dos complementares. Checamos no PCMSO o que cada função precisa repetir, como espirometria ou acuidade visual, e enviamos as orientações de preparo.
- Avaliação clínica presencial. O médico revisa a história desde o último exame, faz o exame físico e analisa os resultados.
- ASO e retorno à empresa. O atestado é emitido e os dados ficam prontos para o evento S-2220 do eSocial.
O que o médico procura no periódico
A consulta não é uma repetição do admissional. O foco está na comparação. O médico olha o que mudou desde o último exame e tenta relacionar essas mudanças com o trabalho.
| Situação no posto | O que o exame ajuda a perceber |
|---|---|
| Setor ruidoso | Queda auditiva progressiva, comparando audiometrias |
| Movimentos repetitivos | Queixas de dor, formigamento e limitação nos membros superiores |
| Turnos noturnos | Alterações de sono, pressão e queixas digestivas |
| Atendimento ao público | Sinais de sobrecarga emocional que merecem atenção |
| Contato com produtos químicos | Alterações em indicadores do monitoramento biológico |
Quando um achado aponta para o trabalho, o médico orienta a empresa. Pode ser uma troca de EPI, uma pausa, uma revisão do posto ou o encaminhamento do trabalhador para investigação.
O que a empresa recebe
- ASO periódico de cada trabalhador avaliado.
- Resultados dos exames complementares do período.
- Informações para o S-2220 e para o relatório analítico do PCMSO.
- Indicação de quem ficou pendente, para remarcação.
Onde as empresas costumam tropeçar
O problema mais comum não é técnico, é de controle. A planilha fica desatualizada, alguém troca de setor e ninguém avisa, o funcionário afastado volta e perde a data. Quando o fiscal pede a lista de ASOs, aparecem os buracos.
Outro deslize frequente é tratar o periódico como formalidade e não ler o resultado. Se o exame mostra que três operadores do mesmo setor estão perdendo audição, o recado é para o ambiente, não só para o prontuário. Vale cruzar os dados com o Programa de Conservação Auditiva e com o PGR.
Atendimento para empresas de Goiânia
Atendemos empresas da capital e da região metropolitana, de segunda a sexta, das 7h30 às 17h, sempre com agendamento. Para montar o calendário dos periódicos, envie pelo WhatsApp (62) 3661-0052 a lista de funcionários com função e data do último exame.