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Eletroencefalograma ocupacional em Goiânia

O eletroencefalograma registra a atividade elétrica do cérebro. Em funções críticas, ele ajuda o médico do trabalho a decidir com mais segurança, e a MT8 realiza ou organiza o exame junto com o ASO.

Quando um segundo de desatenção custa caro

Uma crise convulsiva ou uma perda breve de consciência podem acontecer com qualquer pessoa, em qualquer lugar. Na maior parte das funções, o maior risco é para o próprio trabalhador. Em algumas, o risco se multiplica: quem opera uma prensa, dirige um caminhão ou está preso a um cinto em uma torre não tem margem para um apagão de segundos.

O eletroencefalograma (EEG) registra a atividade elétrica do cérebro e pode mostrar padrões associados a maior chance de crises. Ele não prevê o futuro, mas dá ao médico do trabalho uma informação a mais para decidir.

Em que funções ele aparece

Quem define é o médico do PCMSO, com base no inventário de riscos do PGR. É comum o EEG ser incluído para:

  • Trabalho em altura e em espaço confinado.
  • Trabalho com eletricidade.
  • Operação de máquinas com partes móveis expostas.
  • Motoristas e operadores de empilhadeira, guindaste e ponte rolante.
  • Vigilância armada e outras funções em que a perda de consciência põe terceiros em risco.

Ele costuma ser pedido junto com o eletrocardiograma e, nas atividades previstas nas NRs, com a avaliação psicossocial.

Preparo: o detalhe que mais derruba o exame

O EEG depende do contato dos eletrodos com o couro cabeludo. Cabelo oleoso ou com produto atrapalha a captação e pode exigir que o exame seja refeito.

  • Lavar o cabelo na véspera ou no dia, só com xampu.
  • Não usar condicionador, creme, óleo, gel ou spray.
  • Ir alimentado; o exame não pede jejum.
  • Não suspender medicamentos por conta própria. Informe o que usa no agendamento.
  • Tranças, apliques e penteados presos podem dificultar a colocação dos eletrodos.

Medicamentos importam. Remédios para dormir, para ansiedade ou para convulsões podem alterar o traçado. Não pare nada sozinho: só informe, e o médico considera isso na interpretação.

Como o exame é feito

  1. Colocação dos eletrodos. Pequenos sensores são fixados no couro cabeludo com uma pasta condutora.
  2. Registro em repouso. O trabalhador fica sentado ou deitado, relaxado, de olhos fechados.
  3. Provas de ativação. Podem ser pedidos abrir e fechar os olhos, respirar mais rápido por um tempo ou olhar para uma luz piscante.
  4. Laudo. O traçado é analisado e o laudo segue para o médico do trabalho.

O exame é indolor e não usa radiação. Depois, basta lavar o cabelo para tirar a pasta.

Como o resultado entra no ASO

Um EEG normal reforça a liberação, mas não substitui a conversa com o médico. A história de desmaios, convulsões na infância, uso de álcool e qualidade do sono pesa tanto quanto o traçado. Quando o exame mostra algo que merece atenção, o trabalhador é encaminhado para avaliação neurológica, e a liberação para a função crítica aguarda o resultado. Nesse intervalo, a empresa recebe orientação sobre atividades que ele pode exercer com segurança.

Sono, álcool e turnos

Privação de sono e consumo de álcool facilitam crises em pessoas predispostas e também derrubam a atenção de quem não tem nenhuma alteração. Em escalas noturnas ou com turnos longos, esse cuidado vale para toda a equipe, e não só para quem fez o exame.

O que a empresa recebe

  • Laudo do eletroencefalograma.
  • Conclusão no ASO, com a aptidão para a função específica.
  • Orientação sobre restrição temporária e encaminhamento, quando necessário.
  • Informações para o S-2220.

Uso clínico

Se o objetivo é investigar sintomas fora do contexto do trabalho, como crises ou desmaios, o caminho é o eletroencefalograma clínico, que costuma exigir pedido médico. Para o EEG ocupacional, agende pelo WhatsApp (62) 3661-0052, de segunda a sexta, das 7h30 às 17h.

Dúvidas

Perguntas frequentes

O EEG é exigido por alguma NR?

As NRs não trazem o EEG como exame obrigatório fixo. Ele é incluído pelo médico do PCMSO quando a função envolve risco grave em caso de perda súbita de consciência, como trabalho em altura e operação de máquinas e veículos.

Preciso cortar o cabelo ou raspar a cabeça?

Não. Basta ir com o cabelo limpo, lavado com xampu neutro e sem creme, óleo, gel ou spray, para os eletrodos terem bom contato com o couro cabeludo.

Quem tem epilepsia controlada pode trabalhar em altura?

Cada caso é avaliado individualmente pelo médico do trabalho, considerando o controle das crises, o tratamento e as exigências da função. Não existe uma resposta única válida para todos.

Próximo passo

Conte o que a sua empresa precisa. A gente organiza o resto.

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