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Ambiental

PGRSS para serviços de saúde em Goiânia

Consultório, clínica, laboratório ou farmácia gera resíduo que precisa de manejo próprio do descarte ao destino final. A MT8 elabora o PGRSS do seu estabelecimento e prepara a equipe para segui-lo.

Por que o resíduo de saúde tem regra própria

Uma agulha descartada no lixo comum pode ferir o funcionário da limpeza ou o coletor. Uma sobra de medicamento jogada na pia chega à rede de esgoto. Por isso, os resíduos gerados em atividades de atenção à saúde têm regulamento específico, com regras da Anvisa e do Conama, e o estabelecimento precisa de um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, o PGRSS.

O plano vale para quem atende pessoas e também para quem atende animais. Entram na lista clínicas médicas e odontológicas, laboratórios, farmácias, clínicas veterinárias, estúdios de tatuagem, salões com procedimentos invasivos e clínicas de estética, entre outros.

Os grupos de resíduos, em linguagem simples

GrupoO que éExemplos
APossível presença de agentes biológicosGazes com sangue, materiais de curativo, culturas de laboratório
BQuímicosMedicamentos vencidos, reveladores, saneantes, reagentes
CRadioativosMateriais de serviços de medicina nuclear e radioterapia
DComuns, equiparados aos domiciliaresPapel de escritório, copos descartáveis, resto de alimento
EPerfurocortantesAgulhas, lâminas de bisturi, ampolas de vidro

O PGRSS descreve como cada grupo gerado no estabelecimento é segregado, identificado, acondicionado, armazenado e entregue para coleta. Grupos que não existem na sua operação simplesmente não entram.

Como elaboramos o plano

  1. Visita ao estabelecimento. Passamos por recepção, salas de atendimento, expurgo, esterilização e área de armazenamento.
  2. Levantamento por sala. Anotamos que grupos de resíduos cada ambiente gera e quais coletores existem.
  3. Conferência dos contratos. Verificamos se a empresa coletora está licenciada e se os comprovantes estão sendo emitidos.
  4. Redação do PGRSS. Procedimentos claros, com responsáveis, frequência de coleta interna e conduta em acidentes.
  5. Capacitação. Orientamos a equipe assistencial e a de limpeza, que são quem realmente faz o plano funcionar.

Falhas que a vigilância costuma apontar

  • Caixa de perfurocortante acima do limite de enchimento ou montada fora do suporte.
  • Saco de resíduo infectante sem identificação ou de cor errada.
  • Abrigo de resíduos sem ventilação, sem acesso restrito ou usado como depósito.
  • Plano desatualizado, com procedimentos que a clínica não faz mais.
  • Falta dos comprovantes de coleta e tratamento.

Proteção também para quem trabalha. O acidente com perfurocortante é um risco ocupacional relevante para a equipe de saúde e de limpeza. O PGRSS conversa com o PGR e com a capacitação prevista na NR-32.

Abrigo de resíduos e coleta externa

Entre a sala de atendimento e o caminhão da coleta existe um ponto crítico: o armazenamento. Conforme o porte e o volume, o estabelecimento precisa de um abrigo de resíduos com características definidas pelas regras sanitárias, ou de uma solução de armazenamento compatível com a pequena geração. Avaliamos o espaço disponível e indicamos o que precisa de ajuste.

Também conferimos a frequência de coleta contratada. Ela deve ser compatível com a quantidade gerada e com o tempo máximo de armazenamento de cada grupo, para que o resíduo não fique acumulado além do adequado. Os comprovantes de cada coleta ficam arquivados junto com o plano, prontos para a inspeção.

O que o estabelecimento recebe

  • PGRSS assinado por profissional habilitado, adequado ao porte e às atividades do local.
  • Planta ou croqui com o fluxo dos resíduos e a localização dos coletores.
  • Registro da capacitação da equipe.
  • Orientação para a organização dos comprovantes de coleta e para a revisão do plano.

Estabelecimentos que também precisam de PMOC, controle de pragas e limpeza de caixas d'água para a licença sanitária podem resolver tudo com a mesma equipe.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Consultório pequeno precisa de PGRSS?

Sim. As regras da Anvisa alcançam os serviços que geram resíduos de saúde, independentemente do tamanho. Um consultório odontológico ou uma sala de procedimentos estéticos também precisa do plano.

A vigilância sanitária pede o PGRSS?

Sim. O plano costuma ser conferido na liberação e na renovação da licença sanitária e em inspeções de rotina, junto com os contratos e comprovantes de coleta.

Quem pode recolher o resíduo infectante?

Somente empresas licenciadas para coleta, transporte e tratamento desse tipo de resíduo. O estabelecimento deve guardar os comprovantes de cada coleta.

Próximo passo

Conte o que a sua empresa precisa. A gente organiza o resto.

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