Como os erros aparecem
Quase nunca é de uma vez. Normalmente o problema surge quando alguém precisa da informação: um ex-empregado pede o PPP para a aposentadoria, um perito pergunta por que o laudo diz uma coisa e o eSocial diz outra, um auditor cruza exames e condições ambientais. Nessa hora a empresa descobre anos de eventos enviados no automático.
Os casos mais comuns que chegam até nós:
- Agente nocivo informado para cargos que nunca tiveram exposição, ou o contrário.
- S-2240 nunca atualizado depois de uma mudança de setor ou de processo.
- Tipo de exame errado no S-2220, como retorno lançado como periódico.
- CAT duplicada, com data trocada ou com parte do corpo divergente do atendimento.
- Responsável pelos registros ambientais desatualizado ou sem habilitação compatível.
- Histórico perdido na troca de clínica ou de sistema de folha.
Diagnóstico antes de qualquer correção
Sair corrigindo evento por evento sem olhar o conjunto costuma piorar a situação. Por isso o trabalho começa com um retrato completo.
- Extração. Reunimos os eventos de SST já transmitidos, com os recibos, a partir do acesso combinado com a empresa ou a contabilidade.
- Confronto com a base técnica. Comparamos cada informação com PGR, LTCAT, ASOs e registros de acidente.
- Relatório de divergências. Listamos o que está errado, o impacto de cada erro e a prioridade de correção.
- Plano de saneamento. Definimos o que será retificado, o que será excluído e o que depende antes de um laudo novo.
Os caminhos de correção
| Situação | Caminho mais comum |
|---|---|
| Dado errado em evento que deveria existir | Retificação, com referência ao recibo original |
| Evento que nunca deveria ter sido enviado | Exclusão pelo evento próprio do eSocial |
| Período sem evento | Envio extemporâneo, conforme as regras do manual |
| Informação sem laudo que a sustente | Regularizar o laudo primeiro, depois corrigir o evento |
A ordem importa. Em alguns casos, excluir um evento exige antes tratar outros que dependem dele. Seguimos as regras do leiaute vigente para não criar novas rejeições no meio do processo.
Cuidado com o efeito no PPP
O PPP eletrônico é montado a partir do histórico do S-2240 e do S-2220. Uma correção feita sem critério pode abrir uma lacuna de período ou apagar uma exposição real. Por isso cada ajuste é registrado com a justificativa técnica e o documento que o fundamenta. Se um dia alguém perguntar por que a informação mudou, a resposta está no dossiê.
Corrigir o evento não basta. Se o erro nasceu de um cadastro de cargo genérico ou de um laudo desatualizado, ele volta no próximo envio. O saneamento sempre inclui ajustar a origem.
O que a empresa recebe no fim
- Relatório de divergências com a situação de cada evento analisado.
- Eventos corrigidos, com os novos recibos arquivados.
- Dossiê com a justificativa técnica de cada alteração.
- Lista de ajustes de origem, como cadastro de cargos ou revisão de laudo, com responsáveis.
- Orientação para a rotina seguinte, para que os novos envios já saiam corretos e o problema não volte a se acumular.
Quando vale chamar a gente
Antes de uma fiscalização agendada, depois de trocar de fornecedor de SST, quando a contabilidade sinaliza muitas rejeições ou quando a empresa recebe pedidos de PPP e não confia no que está no sistema. Também faz sentido incluir o saneamento em uma auditoria de SST mais ampla.
Atendemos empresas de Goiânia e região, em conjunto com o escritório contábil quando ele cuida da transmissão da folha. Chame no WhatsApp (62) 3661-0052.