Quando a imagem da coluna ajuda
A dor nas costas é uma das causas mais frequentes de afastamento do trabalho. Nem todo caso tem relação com a função, mas carregadores, estoquistas, trabalhadores da construção, motoristas de longas distâncias e profissionais de enfermagem estão entre os mais expostos a esforço na coluna.
O raio-X de coluna mostra a estrutura dos ossos: alinhamento, altura dos espaços entre as vértebras, desgastes e alterações congênitas. Ele não mostra músculos, ligamentos ou discos com detalhe. Por isso é um exame de apoio, que faz sentido quando a pergunta clínica está clara.
Quem costuma ter o exame indicado
A inclusão no programa é decisão do médico do PCMSO. Ela é mais comum em:
- Funções com levantamento e transporte manual de cargas.
- Atividades com postura forçada ou flexão de tronco repetida.
- Operação de veículos e máquinas com vibração de corpo inteiro.
- Trabalhadores com queixas na coluna durante o exame clínico.
- Retorno de afastamentos por problema na coluna, a critério médico.
Por que não pedir para todo mundo
É comum encontrar empresas que pedem raio-X de coluna lombar no admissional de todos os cargos, por hábito. Isso tem dois problemas. O primeiro é a radiação desnecessária. O segundo é que muitas alterações encontradas na imagem são frequentes na população e não causam dor, o que pode levar a decisões injustas sobre a contratação.
Exame com critério. O raio-X de coluna deve estar no PCMSO por um motivo ligado à função ou à avaliação clínica. Se o seu programa pede o exame para todos, vale revisar com o médico responsável.
Regiões e o que se observa
| Região | Situações em que costuma ser pedida |
|---|---|
| Cervical | Trabalho com cabeça inclinada, olhar para cima por longos períodos, carga sobre os ombros |
| Dorsal (torácica) | Queixas na parte média das costas e alterações de postura |
| Lombossacra | Levantamento de peso, flexão de tronco, vibração de corpo inteiro |
Como é o exame
- Orientação. Retirar objetos de metal e informar se há chance de gravidez.
- Imagens. São feitas incidências da região pedida, em geral de frente e de perfil.
- Laudo radiológico. Descreve o que foi visto na imagem.
- Avaliação do médico do trabalho. Ele cruza a imagem com as queixas, o exame físico e as exigências do cargo. Se a imagem e a clínica não batem, prevalece o raciocínio clínico.
Quando outro exame responde melhor
O raio-X é bom para ver ossos. Se a suspeita é de hérnia de disco, lesão de ligamento ou compressão de nervo, ele mostra pouco, e o médico pode indicar outros métodos, como a ressonância magnética ou a tomografia, no contexto de uma investigação clínica. No exame ocupacional, o raio-X tem papel de triagem e de registro. Ele não substitui a investigação de um trabalhador com dor persistente, que precisa de acompanhamento médico adequado.
O que a empresa recebe
- Laudo do raio-X da região examinada.
- Conclusão no ASO, com orientações quando houver limitação.
- Dados para o S-2220, quando o exame integra o PCMSO.
A causa costuma estar no posto
Se vários trabalhadores do mesmo setor têm queixas na coluna, o exame individual não resolve. O caminho é olhar a atividade com uma avaliação ergonômica preliminar ou, nos casos mais complexos, uma análise ergonômica do trabalho. Ajustar altura de bancada, peso de embalagem ou ritmo de trabalho evita afastamentos.
Para raio-X de coluna com finalidade clínica, veja raio-X na frente Saúde. Para o exame ocupacional, agende pelo WhatsApp (62) 3661-0052, de segunda a sexta, das 7h30 às 17h.
Leia também no blog: Raio-X de coluna na admissão: quando faz sentido e quando não faz.