Por que o campo tem programa próprio
Uma fábrica tem paredes, turnos fixos e máquinas paradas no mesmo lugar. Uma fazenda tem chuva, sol forte, colheitadeiras que circulam por estradas internas, animais de grande porte, aplicação de agrotóxicos e equipes que mudam conforme a safra. A NR-31 foi escrita para essa realidade, e o PGRTR é a ferramenta que ela prevê para gerenciar esses riscos.
A lógica é a mesma do PGR urbano: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas e acompanhar. O que muda são os riscos, a forma de trabalhar e algumas exigências específicas do meio rural.
Para quem fazemos
- Fazendas de grãos, cana, café e hortifrúti.
- Pecuária de corte e de leite, confinamentos e granjas de aves e suínos.
- Agroindústrias e beneficiadoras instaladas no meio rural.
- Prestadores de serviço rural: aplicação, colheita, plantio e transporte interno.
Riscos que o programa precisa enfrentar
| Atividade | Riscos principais | Exemplos de medidas |
|---|---|---|
| Preparo e aplicação de agrotóxicos | Intoxicação, contato com pele e olhos | Local de preparo adequado, EPI específico, banho e troca de roupa, treinamento |
| Operação de tratores e colheitadeiras | Capotamento, atropelamento, partes móveis | Estrutura de proteção, proteção de transmissões, operador capacitado |
| Trabalho a céu aberto | Calor, radiação solar, desidratação | Pausas, água potável, sombra, roupas e protetores adequados |
| Manejo de animais | Coices, prensamento, zoonoses | Instalações adequadas, procedimentos de manejo, higiene |
| Silos e armazéns | Espaço confinado, soterramento, poeira | Permissão de entrada, ventilação, resgate planejado |
Como trabalhamos na propriedade
- Conversa inicial. Entendemos as culturas ou criações, o calendário de safra, o número de trabalhadores fixos e temporários e as atividades terceirizadas.
- Visita à propriedade. Percorremos sede, galpões, depósito de agrotóxicos, oficina, áreas de lavoura ou de manejo e alojamentos, quando existem.
- Inventário de riscos. Registramos perigos, trabalhadores expostos e as medidas que já existem.
- Plano de ação. Definimos prioridades considerando a rotina da safra: há medidas que precisam estar prontas antes do plantio ou da colheita.
- Integração com a saúde. Passamos os riscos ao médico do PCMSO, que define os exames, como a colinesterase para quem lida com determinados agrotóxicos.
Pontos que a NR-31 cobra além do programa
O PGRTR não vive sozinho. A NR-31 também trata de áreas de vivência, instalações sanitárias, alojamentos, fornecimento de água, transporte de trabalhadores, máquinas agrícolas e da organização da segurança na propriedade, com serviço especializado e comissão interna quando o porte exige. Durante a visita, olhamos esses pontos e indicamos no relatório o que precisa de ajuste.
Para máquinas e implementos, o diagnóstico pode ser aprofundado com o laudo de máquinas. Para calor e ruído em operações específicas, com o laudo de agentes físicos.
Erro comum: usar o PGR de uma empresa urbana adaptado para a fazenda. O documento até fica bonito, mas deixa de fora justamente os riscos que mais causam acidentes no campo. Peça um programa feito para a sua atividade.
O que o produtor recebe
- Documento do PGRTR com inventário de riscos e plano de ação.
- Relação dos treinamentos que a NR-31 exige para as atividades da propriedade.
- Informações de riscos para o PCMSO e para o evento S-2240 do eSocial.
- Orientação para revisar o programa quando entrar uma cultura nova, uma máquina diferente ou um novo produto.
Safra, entressafra e revisão
O calendário agrícola muda o quadro de riscos ao longo do ano. Na colheita entram mais trabalhadores, mais máquinas circulando e jornadas mais longas; na entressafra, cresce a manutenção de equipamentos. O PGRTR deve prever essas fases e ser revisto sempre que a atividade mudar de forma relevante.
Atendemos propriedades na região metropolitana de Goiânia, com visita agendada. Para outras localidades de Goiás, consulte a disponibilidade. Fale com a gente pelo WhatsApp (62) 3661-0052.